O Dramaturgo e o Poeta
Escrever é ser. Ser a si mesmo, ser outro, ser o outro, ser outra coisa, outro elemento. Escrever é fazer parte do universo. Escrever é trazer o universo para dentro si e senti-lo, compreendê-lo, ver o que, de outra forma, não conseguiríamos ver. Escrever é dramatizar, é compreender como parte de si tudo o que existe fora. Escrever é consumir o mundo. Tenho a honra de apresentar a vocês Camilo de Lélis, cujos textos passarão a compor o acervo do Ente Maldito. O admirável diretor teatral e dramaturgo dispensa apresentações. O que se irá mostrar aqui, neste espaço, é o admirável poeta, o surpreendente escritor cuidadoso no trato da linguagem, prolixo e cultivador de belíssimas metáforas. Leiam e deliciem-se. Mas, atenção! Sem pressa. Leiam com calma. E prestem muuuiiita atenção no que é dito, pois nada está ali por acaso. Os textos do Camilo sempre conduzem para além de si próprios. O que está escrito, pode não ser o que se lê. O que deve ser entendido, pode estar além do que está escrit...