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Mostrando postagens de dezembro, 2008

Discutindo a Relação do Relacionamento

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Há alguns dias visitei a página que minha filha mantém na comunidade Orkut e nela li um texto (atribuído a Martha Medeiros) sobre para que deveria servir uma relação. Ao longo do texto são usadas, à exaustão, as seguintes palavras ao introduzirem uma oração: “Uma relação tem que servir para (...)”. Transcrevo o texto (não sei se está completo, me parece que não. Parece que falta a introdução e pelo menos parte do desenvolvimento.) para que se tome conhecimento e depois possamos divagar a seu respeito. “Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela. Para ter sexo sem "não-me-toques" ou para cair no sono logo após o jantar. Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas. Para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete. Para ter alguém com quem viajar para um país distante. Para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se...

O Amor nos Tempos do Cólera

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Há algum tempo fui ver o filme "O Amor nos tempos do cólera", baseado no livro homônimo de Gabriel García Márquez. Confesso que fiquei decepcionado. Não lembrava mais do livro - que havia lido há muitos anos -, mas, de saída, já não gostei do fato do filme ser falado em inglês: "pô, um texto espanhol, rodado num país da América do Sul, onde se fala espanhol, e todo falado em inglês? Tem alguma coisa errada nisso.", pensei. Além disso, dava para notar que as situações de encontro e desencontro entre Florentino Ariza e Fermina Daza estavam muito longe da espontaneidade. A coisa toda era meio forçada, maniqueísta, como se se quisesse atingir um objetivo de qualquer maneira. Fiquei com a impressão de que o diretor do filme teria ficado inconformado com o destino daquele amor que ele acreditava ser o centro do livro. Ledo engano. Saí do cinema disposto a reler G. G. Márquez. E reli. Com imensa satisfação, pois o texto é maravilhoso. O livro não trata do amor entre duas p...

Koca & Kafalar (de novo)...

Tá, só mais um (ou dois) videozinhos desses malucos. Eu os acho muito bons e tô querendo saber a opinião de vocês. Se tiver algum viajante passando por aqui que saiba traduzir o que eles falam, poderíamos fazer uma parceria: alguém traduz e eu boto as legendas no filme e republico. Tenho certeza que muita gente por essse brasilzão a fora iria curtir muito. Bom, agora começou a avacalhação. Neste filme eles invadem o cinema e apresentam a sua própria versão de Matrix 2. Pelo que entendi, em determinado momento o personagem vilão (não lembro mais os nomes dos personagens) mostra que pode, pelo poder da sugestão, fazer com que uma moça próxima fique com vontade de fazer xixi. Ele começa a fazer aquele chiadinho que fazemos quando queremos estimular uma criança a fazer pipi. Assistam, assistam. É bem engraçado. Koca Kafalar em Matrix 2 Neste segundo vídeo eles pegam um boneco e fazem horrores com ele. Ha-ha-ha-ha!!! Esta versão está em inglês. Koca Kafalar em Ferdinand, the yoga master

Só para descontrair...

Koca & Kafalar Eu gostaria de entender turco só para saber o que esses caras estão falando, pois só de olhar a cena a gente já rola de rir. O trabalho deles é muito bom. O sincronismo que eles conseguem ao sobrepor imagens gravadas de si, posteriomente, sobre vídeos originais é algo de fantástico! Notem como até mesmo os gestos, nos filmes originais, combinam com as expressões faciais que eles assumem. Bem, mas chega de conversa Koca (lê-se "Coja") Kafalar em Halter

O Dramaturgo e o Poeta

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De novo o dramaturgo poeteia. Não me canso de ler os escritos poéticos deste cara. Ele é muito bom. Saboreiem comigo mais um naco de Camilo de Lélis: Onicofagia. Unhas minhas, nervosa autofagia, dia a dia. Comer-se, enfim, pelas extremidades, onde ressurge a casca da agonia. camilo ,2007. Tangentes -Merda! Isso não é um grito. Grafar palavras não é dizê-las, dizê-las não é pensá-las, pensá-las não é sabê-las, sabê-las não é possui-las. O saber é despossuido: -Merda! Isso é um rugido. camilo .

A Realidade Real

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Ás vezes eu quase desisto. Quando olho para o que se tornou o dia-a-dia, atualmente, juro que eu quase desisto. A violência gratuita parece que se apossou das pessoas de tal forma que poucos são, ainda, os que, diante de uma situação de confronto iminente, conseguem enxergar que tem pela frente um ser humano. Com o pensamento embotado pelo sangue que jorra das telas das TVs, das telas dos cinemas, das páginas dos jornais, das telas do PCs, das telas dos video-games, a maioria das pessoas tem como primeiro impulso "eliminar", "destruir", "bater até matar". Mais tarde, quando questionadas por que chegaram a tal extremo, respondem laconicamente: "ah, ele tava me incomodando, daí eu matei." Não há qualquer respeito pela vida alheia, nenhum sentimento de remorso, parece que é normal, parece que tirar a vida de alguém não é nada. É como se nos víssemos todos como criaturas sozinhas no mundo: ninguém se interessa por nós, ninguém nos ama, ninguém nos es...

Estrada do Mar

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Barraquinhas cheias: melancia, abacaxi, uva, limão e sol.

Se for beijar, não beba.

Cerveja, cerveja, cerveja... quantos litros terão passado por esta boca que me beija?

Ilha das Flores

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Este curta já é famoso por demais, mas nunca será demais revê-lo. Sabe quando tu estás meio esquecido do que significa ser humano, viver em sociedade, etc. Este filme, em particular, aborda a situação que NÓS criamos aonde só tem direito a comida quem puder pagar por ela. Quem não tiver dinheiro, não come. Muito simples. Aí, vem um desses representantes de produtores rurais e tentam te convencer que a atividade deles é a mais nobre do mundo, pois é voltada unicamente para alimentar a população brasileira. E que se sentem recompensados por saberem que seu trabalho é o motor do crescimento deste País, pois um povo bem alimentado, é um povo bem disposto. Aí, tu ficas sabendo que grande parte do que é produzido é exportado. E não apenas o excedente. Ou seja, o alimento que aqui se produz vai alimentar outras pessoas, em outros lugares, e não é por nenhum outro motivo mais nobre senão o de ganhar dinheiro. E então, tu descobres que o preço desse mesmo produto que é exportado, quando vendid...

O bom e velho amigo Tédio

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Tem momentos que as horas parecem que não passam. Não há o que se fazer! Fumar? Beber? Sair? Lavar a louça? Nãããh... Vontade de fazer alguma coisa e, ao mesmo tempo, de não fazer nada. É ele, o bom e velho amigo "Tédio" chegando pra te dar aquele abraço apertado. O "Tédio" é um cara quietão, sempre na dele, com aquela cara de aborrecido. Passa a maior parte do tempo calado. É um sujeito econômico nas palavras. Só abre a boca pra dizer "ã-rã" e "ãh-ãh". O "Tédio" é meio doentio. Sempre apático, aparentando ser catatônico, ou autista, sei lá. O "Tédio" é agropastoril, bucólico, lobotomizado. O "Tédio" é um saco! TÉDIO Silêncio, janela, vento. Rio, barco, ilha. Nuvem, pássaro, céu. Sol. Silêncio, janela, vento. Rio, cais, ilha. Céu, estrela, lua. Só, Um grilo a cantar...

Discípulos de Murphy

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Madrugada. Bebida liberada. Todo mundo na balada. Rola solta a batucada. Tô aí e não dá nada. Só azarando a mulherada... Ôpa, pintou porrada! Alguém entrou numa roubada. Garrafa quebrada. Sangue na calçada. Cara arrebentada. Barriga rasgada. Bala perdida... Sirenes na avenida. A polícia chega distribuindo cacetada. Corre, que a barra tá pesada! Vixi! Tão pegando a molecada! Apanha até quem não fez nada. Vambora que a noite tá cagada... Ver "Brasil na Madrugada". Comer um xis salada. Beber uma H2OH gelada. E tomar um engov, Pra não acordar de cabeça inchada. Fui!

Primavera na calçada

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Porto Alegre tem muitos Ipês. O que deixa a cidade mais leve. A tontura das ruas mais breve. E o poeta cheio de porquês. "Flores se desprendem como gotas, dos Ipês: Sapatos floridos."