A CHUVA DANÇOU NA ESQUINA - POESIA
A CHUVA DANÇOU NA ESQUINA Bah, cara! Tu tinha que ver! Tu tinha que estar lá - comigo - para ver! Era de noite. Uma noite ordinária, como costumam ser as noites quando se está sozinho. Eu estava encostado em um poste, um poste que tinha uma lâmpada, uma lâmpada que emanava uma luz, uma luz que iluminava uma ínfima porção do planeta. Mais especificamente, eu estava no planeta Terra. Mais especificamente, na América do Sul. Mais especificamente, no Brasil. Mais especificamente, no Rio Grande do Sul. Mais especificamente, em Porto Alegre. Mais especificamente, no Centro Histórico. Mais especificamente, no cruzamento da rua dos Andradas com a General Portinho. Mais especificamente, na calçada, lado direito de quem sobe em direção à rua Riachuelo. Eu estava ali, cara. Viajando. Na minha. Tomando uma cerva. Então eu senti um pingo que bateu no meu rosto. Bah, daí eu olhei para cima. E vi, cara! Que viajem! Eu vi mais pingos que caiam. E eles pareciam que dançavam. Juro, meu! Juro! Os pingos,...