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Mostrando postagens de março, 2013

POESIA - A CURA

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Passa um pouco desses teus olhos medicinais em mim e cura-me do mal desta solidão canina. Autista Baptista

PENSAMUITOS 11

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Filosofia de parede:

ODEIO SENTIR SAUDADES

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Retirado da página do FB de Milene Goldstein.

HÁ TEMPOS

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Chego esbaforido. Já estão todos chegados e reunidos. Murmuram algo sobre o meu atraso: Foi sempre assim. - Um brinde! - À vida! Estampada em cada rosto a silhueta de um sorriso do passado. E aqui estamos - Todos. Como chegamos? Que sonho nos conduziu? Não lembro, não lembramos. Vivemos o presente conforme o ordenamento divino: cuidem do viver, que Eu me encarrego do caminho. E aqui estamos - Todos. Entre surpresos e surpreendidos. Pode parecer estranho, mas não surpreendente: nunca senti saudade; o que senti foi, sempre, falta das gentes.

CONSIDERAÇÕES DO PÔNCIO PEREIRA

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Mesa de bar. CENA 1 PRIMEIRA CONSIDERAÇÃO "As pessoas pertencentes a alguns segmentos sociais, especialmente aquelas da dita 'classe média', e todas as que atuam na mídia, ou que com ela tenham alguma relação, abandonaram o desejo pelo 'status quo' e estão todas ocupadas em tornarem-se 'consumíveis'. A noção de 'objeto de consumo' entranhou-se de tal forma na psiquê dessas pessoas, que foi absorvida  e resignificada, de tal forma que, o que antes era qualidade apenas das coisas, passou a ser, também, dos seres. Tudo o que se adquire, sejam objetos para uso pessoal, ou informação, ou conhecimento, não serve senão para tornar aquele que adquire essas coisas, mais 'consumível'. A noção de 'aceitação' foi substituída pela de 'consumível'. Até a aparência não tem outra razão que a de tornar mais 'atraente' o indivíduo para ser consumid o por um número cada vez maior de pessoas. Certo dia, enquanto ouvia um programa de rá...

POESIA - ENTRA

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Pela janela aberta a luz penetra e o olhar escapa. Sobre os álamos, no outono, o sol reflete: - olhar ou sonho?  Tua presença - folha seca - entra - invisível - e assenta no jardim do abandono. E mais uma vez, para que não me esqueça, acena: - Tchau. Pero Vás

À HORA EM QUE OS OLHOS FECHAM - POESIA

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À HORA EM QUE OS OLHOS FECHAM Agora é hora de partir, de dar adeus às árvores e suas sombras, aos pássaros que trinaram em tantos amanheceres, à grama estendida como um tapete para os meus pés doloridos; de dar adeus ao pôr-do-sol, tantas vezes visto, a partir da margem do rio para além das ilhas - tão tristes, tão sós, tão longes. Agora é hora de partir, de dar adeus às longas e ensolaradas esperas de tantos verões intermináveis, às manhãs solitárias, às noites de vigília, ao amor, tão carinhosamente cultivado até o último olhar, até o último silêncio. (Ai, quão profundamente amei!) Partir: como as nuvens depois da chuva, como as folhas depois do vento, como as sombras depois do dia, como as flores depois da colheita. Agora é hora de cruzar a ponte, pela primeira e pela última vez, e sentir a umidade envolvendo a alma, e o suave vento que vem de leve e desfaz a flor da vida que a esperança de ti fez nascer em meus olhos. Agora é a hora de fechar os olhos e deixar-me transportar até ...

BIBELÔ - POESIA

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O ruído do teu olhar tirou-me o sono: cri-cri de desejos e promessas que jamais serão cumpridas? O roçar da tua passagem arrepiou-me os pêlos, deu-me água na boca, arranhou-me os olhos. Oh, não fales, não digas, não pronuncies palavra alguma! Senão estraga! Autista Baptista