Viver o presente, o Agora, o instante. Para alguns, natural arte; para outros, terrível esforço inalcançável. Sábios do oriente apregoam ser este o caminho para a suprema felicidade, única possibilidade para o encontro interior, para a Paz. Filósofos do ocidente esforçam-se em tratados intermináveis para provar ser esta a única maneira de o ser humano sentir-se inteiro, perceber-se "Todo". Eu, de minha parte, não consigo entender-me sem uma causa. O Antes não desgruda, o Antes define o meu Agora, mesmo que neste meu Agora eu sequer esteja sentindo ou refletindo sobre o Antes. Porém, a consciência da sua ocorrência sempre me acompanha: todos os meus tempos estão em mim: Agora! Entretanto, à margem do significado transcendente de "viver o Agora", há outras formas de experimentarmos tal vivência que, no mais das vezes, nem nos damos conta do quanto estamos imersos num "viver o Agora". E isso não quer dizer que tal experiência possa ser entendida, unicamente, ...