QUANDO - POESIA
Eleito, Ó, meu Eleito, quando me levarás para passear pelos jardins encantados do teu Reino? Ah, lá, nesse lugar onde habitas, não deve haver nuvens e a claridade deve ser eterna! E as flores devem abrir-se para aspirarem o teu cheiro. Lá, sim, tenho certeza, eu seria para sempre feliz! Lá, onde o teu sorriso faz sorrir às estrelas e os pássaros vêm beber da chuva na concha das tuas mãos. Eleito, Ó, meu Eleito, recebe-me em teu Reino como um bem-amado recebe à sua bem-amada, e faz que desapareçam estas nuvens de frio que cobrem o céu dos meus olhos e não me deixam ver a ti, que é o meu Eleito. Aqui, onde vivo, neste constante abandono, o mundo é um lugar ermo onde os dias se alternam com ares de sono. Eleito, Ó, meu Eleito, quando me levarás para passear pelos jardins encantados do teu Sonho? Clarice Almada