O POUCO QUE SEI DE TI - POESIA
O pouco que sei de ti é o que sinto, pois sequer te ouço. A não ser a voz que escuto quando vejo o revoar de pássaros multicores que passam fugidos do viveiro dos teus olhos, toda a vez que levantas as pálpebras e dois arco-íris estendem-se, como por encanto, sobre o jardim onde florescem as solidões que planto. O pouco que sei de ti é o que sinto, pois sequer te encosto. A não ser os tropéis de potros selvagens que pisoteiam os pêlos do meu corpo toda vez que tua mão, distraidamente, pousa em meu braço e faz com que a magma que repousa inquieta no meu peito ecloda e espalhe-se por minhas veias, misture-se ao meu sangue e aqueça-me por inteiro. O pouco que sei de ti, é o que sinto. O resto . . . é silêncio. Pero Vás