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Mostrando postagens de novembro, 2013

O POUCO QUE SEI DE TI - POESIA

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O pouco que sei de ti é o que sinto, pois sequer te ouço. A não ser a voz que escuto quando vejo o revoar de pássaros multicores que passam fugidos do viveiro dos teus olhos, toda a vez que levantas as pálpebras e dois arco-íris estendem-se, como por encanto, sobre o jardim onde florescem as solidões que planto. O pouco que sei de ti é o que sinto, pois sequer te encosto. A não ser os tropéis de potros selvagens que pisoteiam os pêlos do meu corpo toda vez que tua mão, distraidamente, pousa em meu braço e faz com que a magma que repousa inquieta no meu peito ecloda e espalhe-se por minhas veias, misture-se ao meu sangue e aqueça-me por inteiro. O pouco que sei de ti, é o que sinto. O resto . . .                   é silêncio. Pero Vás

POESIA - RELÍQUIA

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A palavra que ia dizer-te - que disse que estava presa na garganta - agora não poderás mais ouvir, já que nem para escutar o andaluz murmúrio do vento, tua vida mais se levanta. Terei de leva-la comigo, para sempre, no coração, como relíquia: a palavra que aguardei para dizer-te: quando estava mais feliz, como quem canta diante da iminência do encontro que já nem no tempo mais se conta. A palavra que guardei e que respondia à tua pergunta: o que sinto por ti é Amor. Pero Vás