Postagens

Mostrando postagens de julho, 2015

LÁGRIMAS AO VENTO (Música de 5INCO)

Imagem
5inco - 60ª Feira do Livro de Porto Alegre - Tenda de Pasárgada - 03/11/2014 LÁGRIMAS AO VENTO (Letra e música de 5inco) Deixo as lágrimas secando ao sabor do vento. Para que se soltem, voem ao seu movimento. E percam-se nos dias, no esquecimento: as horas vazias, cheias de vazios momentos. Deixo a alma ao sol, estendida ao relento. Para que ressequem seus inúteis lamentos. E percam-se nos dias, no esquecimento: as palavras ditas - a sós, em pensamento. Deixo a porta aberta aos sonhos que se vão com o tempo. Contemplo o vazio que aumenta mais e mais, por dentro. E sem outro carinho que não o silêncio, embalo o amor, sozinho, feito em frio, em falta, em vento. *5inco é o pseudônimo usado pelo compositor João Antônio Pereira

PERDEU? DÁ O PLAY, BOY!

Imagem
ÔSheuJoão (um Osho duro de roer) Hoje, não sei por que, me deu de pensar na perda. Não na perda em si, mas em como vivenciamos as perdas que temos ao longo da vida (e são tantas! E inevitáveis.). Há momentos em que nos agarramos à perda, não deixamos mais que ela se vá. Ficamos tão envolvidos com ela, que não conseguimos pensar em outra coisa. E, assim, perdemos e re-perdemos cotidianamente. Não conseguimos vislumbrar a vida sem o que foi perdido. A todo o momento lembramos: onde estará? lembrará de mim? estará pensando em mim? o que estará fazendo? o que estará sentindo? será que está bem? não precisará de mim? E vamos em frente, revivendo e tresvivendo o que perdemos, sem permitir que realmente vá embora, que cumpra o seu destino, que busque a sua jornada. Não pensamos no que ficou da perda, no que restou, na porção viva da perda. Pensamos apenas no que morreu. E vivemos como quem morre um pouco a cada dia. Todos os dias. Pois não queremos esquecer o que foi perdido. Temos medo de pe...

UM CONTO para o Dia do Escritor

Imagem
Imagem retirada da Revista Espaço Aberto, nº 170 - USP AS PROPRIEDADES FÍSICAS DA ALMA Encontro às 13h35. Despedida às 17h58. Conversamos todo o sol da tarde. Depois, demo-nos tchau com as mãos nos bolsos. Entrar em casa foi como encontrar um oásis onde miragens multiplicavam-se: sobre o sofá, como que largados ao acaso, um raio de sol, uma onda, uma estrada, um avião, uma igreja. Sobre a mesa, uma porção de esperança misturada com sorrisos desencontrados. Desabada numa cadeira, a vida: arfante! - “Como consegui chegar até aqui?”. E, nas paredes, o silêncio fazia sombras esquisitas e de formas pouco definidas, mas que eu sabia bem interpretar. Amigos às 23h03, risadas até a 0h11, sono a 1h07, trabalho às 9h em ponto. A rotina, às vezes, salva dos sobressaltos: uma bóia para não mergulhar no espaço vazio de dentro. Ônibus às 7h38, ponto às 9h em ponto. Descontados os telefonemas de pessoas com nervos a flor da pele, o dia pode ser percorrido com tranqüilidade. Um engarrafamento aqui, ou...

ERA ASSIM - Um poema que escrevi em 1980!

ERA ASSIM Um vento passa ventando uma ventania minuana. - Não, não é o Minuano. Agora temos o Húngaro! E o vento passa uivvvvvvvvvvannndo pelas ruas. Porto Alegre treme. Encarangados, os escritorianos pisoteiam calçadas e semelhantes. Táxis, Ônibus, Lotações, Carros... Multiplicam-se sons tlec-tlec-tlequianos de dentes batendo. - E os mendigos? - Quens? - Os mendigos! - Ah, que se danem! Cambalísticamente o sol penetra na muralha de fumaça fortemente guardada por fábricas de todos os tipos e nações. Madrigal,               Mediterrâneo,                          Gruta Azul,                                     Star Club,    ...