VIDA DE PLÁSTICO
Amanheci com um sorriso por fora e pus-me a esperar-te. A grata luz do sol iluminava a sala filtrada por cortinas de puro algodão sintético. A plástica visão da minha cara de felicidade fazia-me cada vez mais triste. À tua chegada, meu sorriso deformou-se. Tomaste o café, o meu corpo tomaste, viraste para o lado e a dormir te puseste. Lá fora, lá longe, chamava-me o meu amor. Lá fora, lá longe: onde, amado meu? Lá fora, lá longe: Onde? Clarice Almada