Imagem retirada do site "Pensador - https://www.pensador.com QUIS ACREDITAR Quis acreditar que entre mim e o sonho não havia qualquer distância e entreguei-me ao redemoinho de eu mesmo quando criança. Minhas mãos voavam alegres acariciando a vida que chegava, mas não viam que pairando à volta havia o tempo que continuava. Dei-me a uma crença estranha onde perdia-me de mim mesmo, pois não vinha em mim a esperança que sentia quando pequeno. Fui-me olhar no espelho e a visão que vi diferia da crença, ao invés dos olhos de um fedelho via um olhar velho de desavença. Minha alma viajava no tempo mas meu corpo não a acompanhava, nem meu cérebro, de onde o pensamento dizia que eu não era o que pensava. Sinto em mim todas as vidas, todas as vidas pelas quais passei. Mas, se em mim permanecem as idas, não são mais o que agora me sei. Sou este homem que carrega tudo o que foi, é e será. Esta vida que sonha, mas não nega, todo um presente que deve passar. Pero Vás