Foto Dan Stark Se puderes, meu amor, não me digas, bem agora, que não me amas. Deixa-me sentir o sol e encher-me de esperança. Deixa, meu amor, que o calor envolva meu corpo e minha alma. Espera, meu amor, para quando começarem a cair as folhas, e eu sinta minh'alma desfolhar sacudida pelo outono da tua ausência. Mas, quando o frio chegar, então, dize, meu amor: "Eu não te amo mais!" E que eu possa sentir tuas palavras misturadas com a chuva e o vento frio, e entenda-lhes a seriedade. E que meu coração, que sempre andou, como um navio, sobre as ondas, agora afunde. Que seja, meu amor, ao pôr-do-sol, para que anuncies o que está tão claro. Levará tempo pouco e logo verei teus olhos queimando sem verter luz. Levará tempo pouco, meu amor, para que a flor que agora secou tenha secado para sempre. Enquanto todo o frio estremece, as ondas que batem no tempo, batem nas pedras: eternamente. Pero Vás