Feliz, corri para o vento e disse palavras de amor, as mais lindas que aprendi, na esperança que tu as escutasse. Disse as coisas todas que sinto e nas quais acredito, acreditando, ó, Lírio Perfeito, na esperança, quase infantil, que o vento, a ti, as levasse. Ai, como fiquei triste quando soube que todo o amor, todo o amor que eu disse - Só para ti! Só para ti, Lírio Perfeito! - passou como sombra sobre o teu existir e não o ouviste. Com os olhos e o coração partidos volto-me ao vento e, com voz triste, dedico-lhe toda a minha revolta: Porque sou boba, me iludiste! Soprei de meu coração a canção mais linda que amor nenhum jamais escreveu. E tu, vento indolente, fazendo-me crente na tua magia, deixou que eu cresse, piamente, que em tuas asas, eu poderia depositar alegremente toda a minha alegria. Agora, leva, esta que chora doloridas lágrimas na tua frente. Leva-me para onde quiseres, ó, vento sem rumo, que nada sente. Posto que qualquer coisa que dissera para o meu Lírio Perfeit...