SONÊTO DO AMOR LATENTE

Foto: arquivo pessoal. Apresentação em Sapiranga/RS.


O que era ausência, fez-se presente;

o que era nunca, fez-se pra sempre;

o que era triste, fez-se contente;

o que era inesperado, fez-se o existente;


a vida aninhou-se em um forte abraço

e o que era hesitante, ensaiou um passo;

o que estava solto, uniu-se por um laço;

e o que existia oculto, ganhou o espaço;


o dia ensolarou, nuvens viraram pássaros;

o andar, antes errático, tornou-se rítmico

e o que era choro, converteu-se em risos.


Os que existiam longe, ficaram próximos;

e o amor latente, agora explícito,

calou a dor e fez cairem os sisos.


Pero Vás

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CONTO - ENSAIO SOBRE A CULPA (REVISTO E AMPLIADO)

SALVEMOS OS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁ